Lentidão sem explicação
O link é grande, o teste de velocidade dá bem, e mesmo assim o sistema arrasta. O gargalo está dentro, não fora.
Quase toda rede começa certa e cresce por remendo: mais um ponto aqui, um switch de loja ali, um cabo passando por cima do forro. Um dia ela para de aguentar — e ninguém sabe dizer por onde começar a procurar.
Projeto de rede é decidir, no papel, quantos pontos existem, por onde passam, quem conversa com quem e o que acontece quando um pedaço falha. É a etapa que quase nunca é feita, e é justamente a que evita a maior parte dos problemas que aparecem dois anos depois.
Quando a rede não foi desenhada, os problemas parecem soltos. Quase sempre são o mesmo problema em lugares diferentes.
O link é grande, o teste de velocidade dá bem, e mesmo assim o sistema arrasta. O gargalo está dentro, não fora.
Toda mudança de layout vira obra, porque não existe folga prevista nem caminho por onde puxar.
Um equipamento cai e a empresa inteira para, porque não há caminho alternativo nem separação entre setores.
Cabo sem identificação, equipamento sem dono e regra que ninguém lembra por que existe.
O método é o mesmo em obra nova e em rede que já existe. Muda o ponto de partida, não o rigor.
Planta, distâncias, obstáculos, quantidade de gente e de equipamento. Medido no local — projeto feito por foto costuma sair errado.
A topologia no papel, com o material especificado e o custo aberto. Você aprova antes de qualquer compra.
Passagem, certificação de cabo, configuração e identificação de cada ponto. Etiqueta é parte da obra, não enfeite.
Mapa do que existe, onde está e como está ligado. Sem isso, a próxima falha vira investigação em vez de conserto.
Rede boa não se nota. Ela aparece quando falta — e o que se nota, então, é o custo da hora parada.
Na maioria das empresas dá para aproveitar bastante. O levantamento separa o que está bom, o que precisa de ajuste e o que realmente tem de sair. Refazer tudo é a exceção, e quando é o caso a gente mostra o porquê, com o custo do remendo ao lado do custo do certo.
Nós projetamos, especificamos, instalamos, configuramos, documentamos e operamos. A especificação é aberta: você sabe exatamente o que está sendo indicado e por quê, e pode comprar por onde preferir. O que entregamos é o projeto e a operação, não uma prateleira.
É separar em faixas quem não precisa se enxergar — o computador do caixa, o equipamento de laboratório com software antigo, o Wi-Fi de visitante e o administrativo. Importa porque contaminação anda de vizinho em vizinho: se tudo está na mesma rede, um problema em qualquer ponto alcança todo o resto.
O levantamento e o desenho costumam levar de uma a três semanas, dependendo do tamanho. A execução depende da obra e é combinada com a sua operação — em quase todo caso dá para fazer por etapas, sem parar a empresa.
A gente visita, mede e diz o que encontrou — inclusive quando a resposta é que está tudo bem.