Loja e galpão
Área grande, prateleira de metal e leitor de código que precisa de sinal onde o cliente está, não onde o roteador está.
Quase todo Wi-Fi de empresa foi instalado onde deu para chegar com o cabo, e não onde as pessoas trabalham. O resultado é sempre o mesmo: um canto sem sinal, e a rede caindo justo na hora do movimento.
O sinal sem fio é a última etapa de um caminho. Antes dele vêm o link, o roteador que distribui, o firewall que filtra e o switch que alimenta o ponto de acesso. Quando alguém diz que “o Wi-Fi caiu”, é ali atrás que a causa costuma estar — e é por isso que trocar o aparelho quase nunca resolve.
Wi-Fi de empresa não se resolve comprando um roteador melhor: resolve-se com projeto de cobertura. Ele começa por um levantamento de sinal no local — alguém vai até lá, mede onde o sinal chega e onde morre, e descobre a parede de concreto, o elevador e o forno de micro-ondas que ninguém tinha ligado ao problema. Com o mapa em mãos se decide quantos pontos de acesso, onde e em qual canal, para que o roaming funcione: você atravessa a loja falando ao telefone e a ligação passa de um ponto para o outro sem cair. E se conta a densidade de clientes, que é quantos aparelhos vão disputar o mesmo ar ao mesmo tempo — o número que explica por que a rede que ia bem com dez pessoas engasga com quarenta.
Equipamento doméstico foi feito para uma sala e cinco aparelhos. A conta muda quando o ambiente cresce.
Área grande, prateleira de metal e leitor de código que precisa de sinal onde o cliente está, não onde o roteador está.
Equipamento que se move com o paciente e não pode perder conexão ao trocar de corredor.
Reunião com trinta pessoas conectadas e a videoconferência travando sempre no mesmo horário.
Sinal que atravessa laje mal e ponto de acesso brigando com o do andar de cima pelo mesmo canal.
Wi-Fi bom é resultado de medição e ajuste, não de comprar o aparelho mais caro.
Medimos sinal, interferência e o que existe em volta. Rede de vizinho e forno de micro-ondas entram na conta — são causa real.
Onde cada ponto de acesso fica, com que potência e em que canal. Mais aparelho no lugar errado piora em vez de melhorar.
Instalação, alimentação pelo próprio cabo de rede e as redes separadas: operação, administrativo e visitante.
Voltamos a medir com o ambiente em uso, no horário de pico. É aí que aparece o que a planta não mostra.
Sinal sem fio divide o espaço com todo mundo em volta — vizinho, equipamento, estrutura do prédio. Um bom projeto reduz muito a instabilidade; prometer que ela some seria mentira.
Raramente. Se o problema é cobertura, um aparelho mais potente no mesmo lugar continua sem alcançar o fundo da loja. Se o problema é quantidade de gente, potência não ajuda — é preciso dividir os aparelhos entre mais pontos. E se o problema está no link ou no switch, trocar o roteador não muda nada.
Só a medição responde com honestidade. O número depende da área, do material das paredes, de quantas pessoas usam ao mesmo tempo e do que elas fazem — assistir a uma videochamada pesa muito mais que ler e-mail. Qualquer número dado antes da visita é chute.
Sim, e é o certo a fazer. A rede de visitante fica separada da rede da operação: quem entra por ela navega na internet e não enxerga caixa, servidor nem impressora. Isso se resolve na configuração, com o equipamento que já existe.
Os dois, e o segundo é o que costuma faltar. Ambiente muda: chega prateleira nova, muda o layout, o vizinho instala outra rede. Com gestão e monitoramento, isso aparece como informação em vez de virar reclamação.
A gente vai até lá, mede e mostra o mapa de cobertura real — antes de qualquer proposta.